"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada." Clarice Lispector  


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Domingo, Novembro 13, 2011 :::
 
ELEGIA 1938 ( publicado em 1940 )


"Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
(...) Sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome (...)
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio (...)
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
(...) Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego
e a injusta distribuição porque não podes,
sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan".

(Carlos Drummond de Andrade)

::: posted by Mah!Paula at 12:27 PM


Sexta-feira, Julho 22, 2011 :::
 
Há tempo não havia vazio,
o despropósito não encomodava,
a vida não era tão desejada.
Não há nada mais,
nem amor transloucado e
nem verdade na beleza,
as coisas são tão descartáveis quanto gente.
Lindamente, longamente, languidamente... meus l's vão se perdendo no horizonte impenetrável do pôr do sol.

::: posted by Mah!Paula at 2:39 AM


Domingo, Maio 15, 2011 :::
 
A vida nos transporta à vários caminhos de sabores, tons, perversidades. De muitos guardo mágoas, de muitos outros trago saudades.
O cotidiano por si é um caminho, mesmo que contínuo, para sempre diverso. As ruas, senhoras dos destinos, conduzem a cada dia a uma dobra vida... estrangeira, sombria. E o retorno, dele a figura se compraz, nele há a culminância do reverso.

::: posted by Mah!Paula at 11:55 PM


Terça-feira, Abril 26, 2011 :::
 
Sabe, parei de escrever porque sentia que estava tudo muito ruim. Não era apenas os textos que se intrincavam e nada diziam, mas a vida que se enchia em mesma medida que se esvaziava.
E eram só sentimentos despropositais e a insolência das palavras em reverberá-los.
Pôr para fora é sempre bom, de qualquer jeito, porco, covarde. Mas minha covardia para com o leitor passou a encômodo.
Não era justo. Então, por isso, desisti do que mais gosto, escrever, escrever pelo puro prazer do ato. E a confusão inicial se tornou total, completa, contínua. As profundezas não emergiam mais à superfície do papel. Não era mais a noite sedutora e sombria e sim uma luz oblíqua e burra. Cegava, emburrecia, fazia a arte morrer.
E como sobrevivi? A custo de muita negação. Foi no desistir de criar coisas mortas e ofuscantes que descobri novamente o caminho do mistério e da escuridão. O caminho é solitário, exílio de muitas almas, mas necessário ao renascimento do sentimento, da poesia.

::: posted by Mah!Paula at 12:37 AM


Sexta-feira, Janeiro 14, 2011 :::
 
O salto que nao dei
A vida que não morreu
A brisa que não senti
Noite que se fez sem consentimento.
A fogueira que queima a feiticeira.

Nada disso é um poema,
talvez uma tentativa.

Essa tal de poesia que não vem.

Porém meu caro, nada aqui é decepção,
não se engane, a vida é muito maior que frustrações( por isso uma vida equivale a milhares de frustrações, de todos os tamanhos)
Pena valer menos que um alfinete(ao menos ele tem valor agregado, e utilidade prática).


::: posted by Mah!Paula at 1:07 AM


 
Vou-me Embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar


E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
(Manuel Bandeira)


::: posted by Mah!Paula at 12:42 AM


Quarta-feira, Janeiro 12, 2011 :::
 
elouai's doll maker 3
Relembrando a meninice

::: posted by Mah!Paula at 2:33 AM


Quinta-feira, Janeiro 06, 2011 :::
 

Anita Malfatti

::: posted by Mah!Paula at 1:55 AM


Sábado, Novembro 06, 2010 :::
 
A Morte Absoluta

Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão - felizes! - num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante...
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: "Quem foi?..."

Morrer mais completamente ainda,
- Sem deixar sequer esse nome.

(Manuel Bandeira)

::: posted by Mah!Paula at 2:49 AM


 
Nada a dizer em minha defesa.
Ego ísta, ex cêntrica.
O mundo me pesa.

A cura é con centrica
Deve-se,
Em um salto
...
Des
espero
...
Se estatelar em alma

Sem ombro amigo, sem eu te amo.

::: posted by Mah!Paula at 2:47 AM


 
Por que pensar, por que compaixão, por que essa desumana humanidade?
Por que a moral, essa cega ideologia, essa honra que mata?
Pra que todo esse mal que chamamos de vida, essa ânsia pecaminosa por viver se é a morte nosso fim irônico?
Morre-se, e é isso e mais nada.
Desesperança, desalento, desamor...diria sorte.


::: posted by Mah!Paula at 2:24 AM


Sexta-feira, Outubro 15, 2010 :::
 
Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.


Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.


E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.


- Eu faço versos como quem morre.

(Manuel Bandeira)


::: posted by Mah!Paula at 7:44 PM


Quinta-feira, Setembro 16, 2010 :::
 
Belo Belo


Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo - que foi? passou - de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.

- Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.
(Manuel Bandeira)

::: posted by Mah!Paula at 11:43 PM


 
Varanda, cadeira de balanço, céu estrelado, árvores a murmurar segredos... e toda a tristeza do mundo.
Corre lágrimas, a alma transborda em vazio.
Foi-se tudo o que é passível de se fazer sentido.
Fica a memória do que jamais tive.

Com o brilho atento das damas do céu e a presença sombria das senhoras da terra,
Sofre-se a dor da inomeável.
Amargo remexer de entranhas, agonia estridente do grito que não sai.
Dilaceramento.
O mundo é minha prece ao caos.

O vagar despreocupado do louco pelos mistérios do mundo.

Maldita!
Nada possuo.
Ela tudo possui.

Paz não há! Este, o mais formidável consolo.


::: posted by Mah!Paula at 11:35 PM


Sexta-feira, Abril 09, 2010 :::
 
Cheiro de céu, gosto de árvore, pisar de vento. Estrada de nunca chegar. Casinha de luzes coloridas e janelas para o luar. Floresta no pensamento de verdejante pensar.

::: posted by Mah!Paula at 5:02 PM


Sábado, Janeiro 23, 2010 :::
 
Suicídio ao crepúsculo

É o começo de sua busca ao recanto dos loucos.
Esgueirando-se então, a alma, sem o peso do mundo, adensa-se no mar de gente.E com toda plenitude do poder voar atira-se no horizonte ao pôr do sol.
É o espatifar cintilante metamorfoseando-se na primeira estrela da noite.


::: posted by Mah!Paula at 11:45 PM


Segunda-feira, Setembro 07, 2009 :::
 
O utopista

Ele acredita que o chão é duro
Que todos os homens estão presos
Que há limites para a poesia
Que não há sorrisos nas crianças
Nem amor nas mulheres
Que só de pão vive o homem
Que não há um outro mundo.

(Murilo Mendes)

::: posted by Mah!Paula at 11:45 AM


Domingo, Setembro 06, 2009 :::
 
Há sempre momentos de pouca certeza na vida onde as lagrimas são as mais decentes companheiras.

Momentos nem tão raros onde as palavras quando prounciadas perdem vida e o interesse nelas esvazia-se. Pessoas passam a fardos cansativos, penosos. Ater-se a elas requer esforço pouco atrativo.

È quando todos os definidos sons, cores e palavras... todo o conhecido mundo oblíquo, torna-se tedioso, pequeno, desnecessário.

Quando se sobe alto na jornada de descoberta das pessoas e suas almas, pode ser que a decepção venha no desencontrar do abismo.
Quando não há pico de onde desmoronar, não há mais nada a se fazer ali.

::: posted by Mah!Paula at 4:53 PM


Sábado, Junho 13, 2009 :::
 
Somos carne que morre.
Aqueles que choram quando sentem dor,
Os que definham de fome,sede.

Nada possuimos desse mundo.
terra,céu,água,sol... eles nos possuem.
Há apenas chão sob nossos pés e estrelas sobre nossos pensamentos.
A caminhada sem rumo por esta vascidão é povoada por vontade.

Tropeços,quedas, somos seres que sangram,fedem, se decompõem.
Pessoas que desistem, que se quebram em cacos.
Após beber do êxtase, somos os que nos viciamos.

Ainda assim criamos, procriamos, fazemos amor, amizade.
Vivemos vidas nossas, diversas vidas, vidas revividas, desvividas e inventadas.
Morremos e ainda somos capazes de sorrir pela dádiva do sentir, renascer, devir.
No final o mundo nos é e nós o somos.

11/05/2008 =^.^=



::: posted by Mah!Paula at 2:38 AM


Sexta-feira, Junho 05, 2009 :::
 
Por vezes é necessário doer.
Sentir que dilacera, faz bradar o desespero nos abismos mais profundos da alma.
É grito que no ar não se propaga, solidifica-se no peito e comprime, dor de morte.

Dor que se eleva, dá causa à alma de tão viva morrer.
Morrer que destrói a precariedade do ser,
movimenta a grande roda que é mundo, é alma, é vida, gerida e rodeada de morte.

Precisão subterrânea em apelo abissal,
é onde o silêncio se faz ouvir.
Urro que preenche,sufoca, mata, aclama à alma por devir.


::: posted by Mah!Paula at 10:54 PM


Quinta-feira, Março 19, 2009 :::
 
Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto


Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe

E cala. O mais é nada.

Ricardo Reis, 3-1-1923 (heteronimo de Fernando Pessoa)


::: posted by Mah!Paula at 9:49 PM


Segunda-feira, Março 02, 2009 :::
 
CLARA NUNES - P.C.J. (partida Clementina De Jesus)

Não vadeia Clementina,fui feita pra vadiar
Não vadeia Clementina,fui feita pra vadiar (2X)
Vou vadiar,vou vadiar,vou vadiar,eu vou(2X)

Energia nuclear.o homem subiu a Lua,é o que se ouve falar,
Mas a fome continua.
É o progresso,tia Clementina.

Trouxe tanta confusão,1 litro de gasolina,por 100gramas de feijão.

Não vadeia Clementina...

Cadê o cantar dos passarinhos,
Ar puro não encontro mais não,
É o preço do progresso,paga com poluição.

O homem civilizado,a sociedade é que faz sua imagem.
Mas tem muito diplomado,que é pior do que selvagem.

Não vadeia Clementina...

::: posted by Mah!Paula at 8:32 PM


Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009 :::
 

René Magritte

::: posted by Mah!Paula at 8:31 PM


 
A vida é sequencia vazia quando de seu espetáculo nada se nota.
A cada segundo, há no palco atores. Vestem e deitam máscaras, transformam mundos em desmundos. Metamorfoseiam a apatia retilínea em cabriolas de risos e lagrimas, tornam a platéia um e mesmo com os personagens. Assim, com todos os seus teceres intrincados e enredos urdidos, os laços humanos ganham plenitude e superam seus fins e princípios. Fecham-se as cortinas e ouvem-se os aplausos.

::: posted by Mah!Paula at 1:22 PM


Sábado, Fevereiro 14, 2009 :::
 
Há muito a ausencia nao trazia desespero, o subterraneo nao emergia à superfície e não se dava voz ao silencio.
Há muito não se queriam ouvir as vozes que sopram nos mais intimos e distantes abismos.
Só quando tudo cessa de se tecer na trama dos dias, é que se sente com a alma, se vê além do que se pode racionalizar, além de qualquer moral. É neste plano, quando nao se permite ser arrebatado pela vida, que se sabe quão audaz é o ser humano, tentando a todo momento traçar sentidos entre o nascer e o morrer, tentando construir solidez acima do oceano, das nuvens, solidez através dos tempos.

Mas o que deva ser logico foge sem cessar ao homem e sua condição finita. Todo traço humano já delineado sucumbe às eras, ao ar e às tormentas...

Conceitos sao mortais. Toda relação humana regida por ordens é apenas pó diante do brotar incessante dos sentimentos.
Pode-se amar um morto, mas ele está fora de toda e qualquer jurisdição social, ética ou moral.
Pode a ciência, aclamada como verdade absoluta, inventar cura para toda doença, mas ainda assim é preciso morrer, ainda assim há quem morra por sonhos, ideais.

Com pesar chega-se a plenitude da civilização, há quem se limite a existir, numa busca infinita por coisas vazias que a ciencia insiste em nos prover. São estes os escravos dos prazeres ilusorios, incumbidos de construir cidadãos e suas jurisdições, para que o acatar se sobreponha ao discernir.

Viver estende-se a um outro plano, não se traduz em vida longa e prospera, ou na realização de sonhos e utopias.

Viver é sentir, ser transpassado pela brotação infindável de sentidos. Viver é descobrir voz no silêncio, é ver em todo pedaço de universo aquilo que nos faz seguir adiante. Viver é inventar verdades, colecionar sentidos, brincar de possuir razões. Viver é morrer a cada segundo.


::: posted by Mah!Paula at 11:19 PM


Domingo, Janeiro 18, 2009 :::
 
O Que Será (a Flor Da Terra)
(Chico Buarque)

O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas?
Que andam sussurrando em versos e trovas?
Que andam combinando no bréu das tocas?
Que anda nas cabeças, anda nas bocas?
Que andam acendendo velas nos becos?
Que estão falando alto pelos botecos?
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza.
Será, que será.
O que não certeza, nem nunca terá?
O que não tem conserto, nem nunca terá?
O que não tem tamanho?

O que será, que será?
Que vive nas idéias desses amantes?
Que cantam os poetas mais delirantes?
Que juram os profetas embriagados?
Está na romaria dos mutilados?
Está na fantasia dos infelizes?
Está no dia a dia das meretrizes?
No plano dos bandidos, dos desvalidos?
Em todos os sentidos.
Será, que será.
O que não tem decência, nem nunca terá?
O que não tem censura, nem nunca terá?
O que não faz sentido?

O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar?
Por que todos os risos vão desafiar?
Por que todos os sinos irão repicar?
Por que todos os hinos irão consagrar?
E todos os meninos vão desembestar?
E todos os destinos irão se encontrar?
E mesmo o Padre Eterno,
Que nunca foi lá,
Olhando aquele inferno
Vai abençoar
O que não tem governo, nem nunca terá?
O que nao tem vergonha, nem nunca terá.?
O que não tem juízo?

O que será, que será, que será, que será....

::: posted by Mah!Paula at 9:45 PM


Quarta-feira, Janeiro 07, 2009 :::
 
Interlúdio


As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.


Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.


Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.


Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.


Fico ao teu lado.

(Cecília Meireles)

::: posted by Mah!Paula at 1:02 AM


Sábado, Dezembro 27, 2008 :::
 
Arte de amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.


Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.


Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

(Manuel Bandeira)

::: posted by Mah!Paula at 2:31 AM


Quarta-feira, Outubro 01, 2008 :::
 
Farta de pessoas, pessoas em idéias, pessoas em seus trajes sujos e rotos.
Impaciente com tratados de paz, ordem, diplomacia, grades e portões.
A contemplar o tempo se esvaindo como água, cisma em cair, se vai por entre as mãos... sem se deter, sem esperar folego, sem traço de propósito ou entendimento.


::: posted by Mah!Paula at 11:42 PM


 
E aqui ficou o 'meu amor', a 'bruxinha meméia', a 'branca', a 'minha neta', órfã de 'vovi'.

::: posted by Mah!Paula at 11:31 PM




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